Sobre Gisele Batista
A história
Trabalhei anos sob CLT, coordenando equipe. E foi ali, num lugar onde ninguém usava essas palavras, que eu vi pela primeira vez o que hoje sei nomear.
Vi gente mudar de forma silenciosa. Alguém que passou a falar em reunião depois de meses calado. Alguém que parou de se justificar. Alguém que decidiu algo que adiava há anos, e decidiu sem alarde, num dia comum. Ninguém aplaudiu, ninguém percebeu. Mas mudou.
Comecei a entender que essas mudanças quase nunca vinham do que eu dizia. Vinham de quando eu conseguia ficar quieta o suficiente para a pessoa se ouvir.
Depois de um tempo, saí. Não por insatisfação — porque o meu próprio desenvolvimento estava pedindo outra coisa, e continuar teria sido deixar de ouvir isso em mim. Fui empreender.
Empreender me deu o que a CLT não dava, e cobrou o que eu não esperava. As demandas eram outras: mais duras, mais solitárias, sem ninguém acima de mim para dizer se estava certo. Foi aí que a pergunta ficou difícil de ignorar. Eu já sabia escutar bem. Mas não sabia o que estava escutando.
A psicanálise foi onde eu fui procurar isso.
Não fui atrás de uma técnica melhor. Fui atrás do que estava embaixo — do que faz alguém repetir a mesma cena a vida inteira sem nunca ter escolhido aquilo. Encontrei uma forma de trabalho que não promete atalho e não entrega plano de ação, e foi exatamente por isso que ficou.
Hoje minha prática é de base freudiana, em leitura integrativa. Escuto adultos, individualmente, online, de qualquer lugar do Brasil. Em 2027 abro os primeiros Grupos de Escuta Psicanalítica e publico os primeiros textos em ebook.
Eu não dou conselho.
Nem em análise individual, nem nos grupos. Não porque seja regra decorada — porque conselho encerra a conversa no ponto em que ela estava começando a ficar interessante.
Eu não trabalho com metas.
Não há plano, etapa, nem checklist. Isso frustra quem chega esperando direção, e é o primeiro trabalho: entender por que a direção parecia tão necessária.
Eu digo quando não é comigo.
Se o que você traz pede acompanhamento médico, psicológico ou psiquiátrico, eu falo e indico. Isso acontece, e não é fracasso de ninguém.
Eu escuto o que se repete.
É a única coisa que faço com rigor. O resto é tempo.
Percurso profissional
Psicanálise
Formação de base freudiana, em leitura integrativa.
International Coaching Community (ICC)
Coach certificada. Foi a formação com que trabalhei desenvolvimento de pessoas em contexto organizacional, antes da clínica. Ela não é o que sustenta o meu trabalho clínico, e por isso não aparece nas páginas de análise: os dispositivos são opostos. Coaching conduz; análise escuta.
Riscos psicossociais e NR-1
Curso Implementador de NR-1 e Saúde Mental Corporativa — FAST (Faculdade de Administração, Saúde e Tecnologia)
Não larguei o mundo corporativo quando fui para a clínica. Ele voltou por outro caminho.
Com a Portaria MTE nº 1.419/2024, em vigor desde maio de 2026, os fatores de riscos psicossociais passaram a fazer parte explícita do gerenciamento de riscos da NR-1: sobrecarga, assédio, falta de autonomia, conflito, ambiguidade de papéis. E o que trava a maioria não é o documento. É conseguir que as pessoas falem de verdade.
Formulário respondido no automático não produz nada. Entrevista malfeita produz menos ainda. O que produz é escuta — e isso é o que eu sei fazer.
Faço o levantamento por entrevistas e grupos focais, e entrego um relatório por fator de risco, sem identificação de pessoas, ao responsável pelo PGR da empresa.
E faço o que vem depois. A NR-1 não termina no levantamento: identificado o risco, a empresa precisa de plano de ação com medidas de prevenção — e é aí que entram os programas continuados de escuta que eu conduzo dentro da organização. Encontros regulares, com enquadre, onde as pessoas falam sem que aquilo vire reunião, avaliação ou relatório para a liderança. Não é palestra e não é evento de setembro amarelo. É continuado, porque risco psicossocial não se resolve em um dia.
Eu coordenei equipe e toquei negócio. Sei o que é ter folha para pagar e gente desmotivada ao mesmo tempo — e sei que as duas coisas costumam ser a mesma coisa.
Transparência sobre os limites da minha atuação ajuda você a saber o que esperar, na clínica e no trabalho com empresas.
Sou psicanalista, não psicóloga
Não tenho CRP e não exerço psicologia.
Deixo isso claro antes de qualquer conversa, não depois.
Não sou médica
Não diagnostico, não avalio, não prescrevo nem oriento sobre medicação.
Não emito documento de conformidade
Faço o levantamento por escuta e conduzo programas de escuta.
O PGR, com o inventário de riscos, é de responsabilidade da empresa e é elaborado pela equipe ou pelo profissional de segurança e saúde no trabalho que ela indica.
Quem procura análise chega em um momento de fragilidade. Pedir a alguém que atravessa esse processo um elogio público seria usar essa posição a meu favor — e comprometeria o próprio trabalho que fazemos juntos.
Nos grupos há uma razão a mais: o sigilo é cláusula do contrato, assinada por todos, e a autorização de uma participante nunca cobre as outras que aparecem, indiretamente, na história dela.
Nenhuma história que me é confiada aparece neste site. Nem anonimizada, nem “com autorização”. O que você encontra aqui é a minha forma de trabalhar, a minha formação e a forma como eu penso a clínica. É por isso que você deve me escolher, ou não.
Se algo aqui fez sentido, o próximo passo é uma conversa. Online, de 30 a 45 minutos, sem custo, sem compromisso.
É nela que a gente descobre se é análise individual, se vale esperar os grupos de Escuta Psicanalítica, com inscrições previstas para julho de 2027, ou se é outra coisa que eu vou te indicar.